Colhido à mão nas várzeas do Pará, fermentado como um grande vinho.
O que você serve não é suco: é terroir de floresta numa taça.
Tinto seco · Safra selvagem
I
Capítulo IO Elixir
Um tinto seco, encorpado e improvável
A polpa do açaí selvagem é fermentada lentamente, em pequenos
lotes, com leveduras nativas da própria fruta. O resultado surpreende quem esperava suco:
estrutura tânica, acidez viva e um final longo e mineral, exatamente como se espera de um
vinho de guarda.
Teor alcoólico
14%
Açaí selvagem
100%
Uvas usadas
0
Origem · Várzea
Pará
II
Capítulo IINomenclatura
Vinho, licor ou elixir?
Três nomes circulam pela mesma garrafa.
Só um deles diz a verdade inteira.
a.
Vinho de açaí
É assim que muitos o chamam, e a comparação faz sentido: corpo denso, taninos
presentes, aroma de fruta escura. Mas vinho, por definição e por lei, nasce da uva.
O que servimos não leva uma sequer. Quem chega procurando vinho de açaí encontra
algo mais raro.
b.
Licor de açaí
O licor é doce por natureza: fruta, álcool e açúcar em infusão. Nosso fermentado
é o oposto. Seco, estruturado, sem açúcar adicionado. Quem busca licor de açaí
encontra sobremesa. Quem abre esta garrafa encontra um tinto de guarda que jamais
viu uma parreira.
c.
Elixir de açaí
A polpa selvagem fermenta lenta, em pequenos lotes, como um grande vinho.
O resultado não cabe em categoria: estrutura tânica, acidez viva, final mineral.
Não é vinho. Não é licor. É o elixir de açaí: a fruta mais nobre da floresta,
servida à altura de uma taça.
III
Capítulo IIIA Origem
Da várzea para a taça
No coração da
Amazônia, as palmeiras de açaí não conhecem cerca nem fileira. Crescem livres às margens
dos rios, onde a água doce sobe e desce com a maré e adoça a terra duas vezes por dia.
É essa várzea, alagada e fértil, que dá ao fruto sua densidade rara.
A colheita acontece ao amanhecer, fruto a fruto, por
comunidades ribeirinhas que sobem às palmeiras como quem visita uma árvore da família.
Nada de máquina, nada de pressa. O cacho desce inteiro, no ombro, até a canoa.
Cada garrafa carrega esse gesto: paciência, respeito e o
tempo lento da fermentação natural. Um vinho de açaí só existe porque, antes dele,
existe uma floresta em pé.
Colheita ribeirinha · primeiro sol
IV
Capítulo IVO Método
Quatro gestos, nenhum atalho
01
Colheita ao amanhecer
Frutos colhidos um a um pelas comunidades ribeirinhas, ao primeiro sol,
quando o açaí está no auge de cor e densidade.
02
Despolpa em poucas horas
Do rio à despolpa em menos de um dia. O açaí selvagem não espera:
a fermentação começa quase na várzea.
Meses de descanso até o corpo assentar: taninos sedosos, acidez viva,
final longo e mineral.
Açaí selvagem · macro
V
Capítulo VNotas de Prova
O que esperar da taça
Taça servida · rubi profundo
01
Olfato
Frutas escuras maduras, cacau, um toque de flor de mata e terra úmida
após a chuva.
02
Paladar
Seco e encorpado, taninos sedosos, acidez vibrante que equilibra a
densidade do açaí.
03
Final
Longo e mineral, com retorno de frutas escuras e um amargor nobre que
convida ao próximo gole.
Harmonização
Pirarucu na brasaa gordura do peixe abraça os taninos
Cacau 70%fruta escura sobre fruta escura, amargor nobre em dobro
Queijos de casca lavadaintensidade que pede acidez viva
Carnes de fogo lentocorpo denso para colágeno e fumaça
ApêndicePerguntas
Perguntas frequentes
Vinho de açaí existe?
Tecnicamente, não. Por definição e por legislação, vinho é a bebida fermentada da
uva. O que existe é um fermentado de açaí que se comporta como um grande tinto: seco,
encorpado, de taninos elegantes. É por isso que muitos o chamam de vinho de açaí.
Qual a diferença entre vinho de açaí e licor de açaí?
O licor de açaí é doce: fruta, álcool e açúcar. O Elixir da Amazônia é um fermentado
seco, sem açúcar adicionado, com 14% de teor alcoólico e estrutura de vinho de guarda.
São produtos opostos que partem da mesma fruta.
O que é o Elixir de Açaí?
É o fermentado selvagem de açaí da Elixir da Amazônia: polpa de açaí colhida em
várzea no Pará, fermentada lentamente em pequenos lotes, sem uvas e sem açúcar.
Na taça, lembra um tinto seco encorpado.
Como servir?
Entre 14 °C e 16 °C, em taça de tinto encorpado. Decante por 20 minutos se quiser
o aroma inteiro. Harmoniza com peixes de rio na brasa, cacau intenso e queijos de
casca lavada.
Onde comprar?
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